Eu não sei exatamente quando começou. No início pensei que fosse coisa da minha cabeça, mas não era. Todas as noites ele aparece.
A primeira vez que consegui ver com clareza foi no fim do corredor da minha casa. Foi aí que eu percebi a silhueta. Parada e imóvel, como se estivesse me esperando.
Depois de um tempo, ele sumiu. Achei que tinha acabado, que tinha ido embora. Mas não foi.
Agora ele aparece todas as noites. Nunca fala. Nunca se aproxima demais. Só observa.
Consigo sentir quando ele está por perto. No canto das paredes, do outro lado do box durante meu banho, atrás de mim enquanto escovo meus dentes, no banco de trás do meu carro.